A paz a todos!
estou lhes escrevendo, para informar a todos os amados que já estão disponiveis no youtube, videos com algumas de minhas pregações.
caso você queira conhecer um pouco mais de meu ministério acesse os links abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=85V1is3FeRQ
http://www.youtube.com/watch?v=30bxGCYKZ3Q
http://www.youtube.com/watch?v=hXB077OdlVI
Espero que apreciem
fica na paz
missº felipe
Profeta do Deus vivo, servo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e estudioso das Sagradas Escrituras. Há onze anos ministrando o sagrado evangelho de Cristo!
A humanidade de Cristo - 4º Parte
Já que tratamos acerca da concepção virginal de Cristo, bem como sua plena humanidade e as razões para a sua encarnação, devemos agora analisar o quarto aspecto relativo a humanidade de Cristo, ou seja, sua impecabilidade.
A impecabilidade de Cristo
O quarto aspecto a ser analisado em relação a Cristologia, se refere à impecabilidade de Cristo, fato este que possibilitou a Jesus a ser o nosso“cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pe 1.19), padecendo “uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pe 3.16)
A bíblia nos oferece inúmeras evidências de que, apesar de possuir uma perfeita humanidade (conforme discutimos anteriormente), Jesus era diferente do restante dos homens em um ponto crucial: Jesus era isento de pecado, não tendo cometido nenhum pecado ao longo de toda a sua vida.
Antes de entrarmos detalhadamente nesse tema, e necessário salientar que o ensino acerca da impecabilidade de Cristo tem provocado inúmeras controvérsias ao longo dos anos de história da igreja. Pelo fato de as escrituras ensinaram tal questão, alegam alguns que isso anula a plena humanidade de Cristo, pois da mesma forma as Escrituras ensinam “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).Mas para respondermos a essa questão, basta que relembremos, que no momento em que fora criado, Adão e Eva eram desprovidos de pecado
Podemos fazer tal afirmativa pelo simples fato de que sendo Deus, um Ser Santo e Perfeito, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, Ele fez o homem provido de relativa santidade, uma vez que a absoluta santidade só possa ser encontrada no próprio Deus, afim de que o homem fosse o representante legítimo do Criador perante toda e a criação. Mas com a consumação do pecado de Adão, a humanidade passou a se encontrar em uma situação diferente daquela que lhe fora planejada pelo Senhor, situação esta que poderia ser restaurada apenas por um homem, que da mesma forma que Adão, sendo desprovido de pecado, pudesse assim permanecer, cumprindo dessa forma o plano estabelecido por Deus à humanidade, de o homem possuindo relativa santidade, pudesse ser o legitimo representante de Deus na Terra.
I. A declaração das Escrituras acerca da impecabilidade de Cristo
A bíblia nos fornece inúmeras passagens que comprovam a impecabilidade de Cristo. No livro de Atos, ao se referir a Jesus, os apóstolos o chamam de: Santo (At 2.27; 3.14; 13.35), o Justo (At 3.14; 4.30; 7.52). Para evitar qualquer má interpretação de seu ensino acerca da impecabilidade de Cristo, Paulo, em sua carta aos romanos, tem o cuidado de afirmar que Jesus foi enviado “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8.3), em outras palavras, Paulo nos ensina que ao ser enviado à terra, Cristo se revestiu de humanidade, mas ao contrário dos demais homens, Ele manteve-se sem pecado (2 Co 5.21). O autor de Hebreus afirma que Jesus foi tentado durante sua vida terrena, mas ao mesmo tempo, ele insiste em dizer que Ele não pecou em nenhum momento da sua vida: Jesus foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). E exatamente por isso, Jesus tornou-se nosso sumo sacerdote “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26). O apóstolo Pedro, ao se referir a Cristo, ele declara diretamente que Cristo ao longo de sua vida “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (1 Pe 2.22), e por isso, ao morrer na cruz, ele se tornou o “cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pe 1.19), mas é na primeira carta de João que temos a declaração definitiva acerca da impecabilidade de Cristo durante sua encarnação, o apóstolo declara: ”Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado” (1 Jo 3.5).
II. A declaração de Cristo acerca de sua impecabilidade
Como se não bastasse o testemunho dos apóstolos acerca da impecabilidade de Cristo, o Evangelho de João nos fornece também declarações do próprio Jesus acerca da ausência de pecado em sua vida.
Em sua carta, o apóstolo João declara que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5), ao compararmos esse texto com o atributo divino de Santidade e relacioná-lo com o texto de Jo 8.12, em que Jesus, ao referir-se à sua própria pessoa afirmou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, podemos perceber que Jesus, ao se referir a luz, Ele esta se referindo ao caráter divino, representando assim, tanto a fidedignidade quanto a pureza moral de Deus. Dessa forma, podemos notar nesse texto, que Jesus está afirmando ser a fonte de toda a pureza moral e de toda a santidade para a humanidade. Ao observarmos o fato de que tal alegação só poderia ser feita por alguém que fosse totalmente isento de pecado, podemos concluir que Jesus estava afirmando, ainda que indiretamente, estar livre da influência do pecado, podendo ser um perfeito padrão de conduta e santidade para a humanidade. Ao relatar sua conduta para com Deus, Jesus declara enfaticamente cumprir toda a vontade do Pai (Jo 6.38), além disso, Ele também declara fazer sempre o que agrada a Deus (Jo 8.29). Em relação a sua relação para com Deus, Jesus que pelo fato de cumprir os mandamentos do Pai, Ele permanece continuamente em comunhão Ele (Jo 8.29), mas ao compararmos este texto, com Jo 3.9 que diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (Jo 3.9), podemos notar, que através dessa declaração, o Senhor Jesus revela que sua vida não estava sujeita ao pecado. Tamanha era a santidade em sua vida, que ao questionar os escribas e aos fariseus acerca de sua moral: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46), seus inimigos não se atreveram a dar nenhuma resposta. O fato de Cristo ter mantido uma vida isenta de pecado, torna-se evidente com a sua declaração momentos antes de sua morte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” ( Jo 15.10).
III. A comprovação da impecabilidade de Cristo
A fim de comprovar de forma absoluta a impecabilidade de Cristo, devemos analisar todos os textos que se referem às atitudes de Cristo frente as tentações, quer seja elas vindas de inimigos, amigos ou do próprio Diabo.
Como dissemos anteriormente, o autor de Hebreus declarou que Jesus “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). Para comprovar tal afirmação, os evangelhos nos fornecem diversas situações em que Jesus foi tentado a desviar-se da missão que lhe fora estabelecida por Deus, a de ser um messias sofredor. Temos por exemplo, a sugestão de Pedro de que Jesus poderia cumprir sua missão sem a cruz (Mt 16.21-23; Mc 8.31-33); sua entrada em Jerusalém, onde Ele foi confrontado com a possibilidade de se tornar o rei temporal de Israel (Mc 11.1-11) e a reação de alguns a seus milagres, como por exemplo, na ocasião da segunda multiplicação dos pães, que desejaram proclamá-lo rei à força (Jo 6.1-15).
No entanto, a primeira e mais severa tentação enfrentada por Jesus em todo o seu ministério, encontra-se registrada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Tais evangelhos nos dizem, que logo após o seu batismo, Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, a fim que ele fosse tentado pelo diabo.
Mas qual seria o plano do diabo em tentar o Filho de Deus? Lendo atentamente os relatos contidos nos evangelhos, e meditando acerca da natureza da missão de Cristo tal qual dissemos anteriormente, podemos perceber que ao tentar Jesus no deserto, o diabo pretendia convencê-lo a escapar da dura trilha da obediência e do sofrimento que lhe fora designada a Ele pelo Pai, como o messias da humanidade.
Antes de prosseguir em sua missão de salvar a humanidade, Jesus deveria ser submetido a um teste semelhante ao que fora enfrentado por Adão no Éden, provando ser Ele, o único homem capaz de resgatar a humanidade do domínio do pecado. Em ambos os casos, o que se exigia não era uma obediência a um principio moral eterno arraigado no caráter de Deus, o que se exigia era simplesmente a obediência a uma instrução especifica de Deus. Adão e Eva receberam a ordem de não se alimentar da árvore do conhecimento do bem e do mal, a questão aqui era se eles obedeceriam ou não a uma simples ordem dada a eles por Deus. Já no caso de Jesus, sendo Ele conduzido pelo Espírito ao deserto, pareceu-lhe ser da vontade de Deus que nada comesse durante aqueles dias, e que simplesmente ficasse ali até que o Pai, pela direção do Espírito Santo, lhe dissesse que a tentação estava encerrada, e que ele podia partir.
IV. Os resultados das tentações de Cristo
A impecabilidade de Cristo
O quarto aspecto a ser analisado em relação a Cristologia, se refere à impecabilidade de Cristo, fato este que possibilitou a Jesus a ser o nosso“cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pe 1.19), padecendo “uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 Pe 3.16)
A bíblia nos oferece inúmeras evidências de que, apesar de possuir uma perfeita humanidade (conforme discutimos anteriormente), Jesus era diferente do restante dos homens em um ponto crucial: Jesus era isento de pecado, não tendo cometido nenhum pecado ao longo de toda a sua vida.
Antes de entrarmos detalhadamente nesse tema, e necessário salientar que o ensino acerca da impecabilidade de Cristo tem provocado inúmeras controvérsias ao longo dos anos de história da igreja. Pelo fato de as escrituras ensinaram tal questão, alegam alguns que isso anula a plena humanidade de Cristo, pois da mesma forma as Escrituras ensinam “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).Mas para respondermos a essa questão, basta que relembremos, que no momento em que fora criado, Adão e Eva eram desprovidos de pecado
Podemos fazer tal afirmativa pelo simples fato de que sendo Deus, um Ser Santo e Perfeito, ao criar o homem à sua imagem e semelhança, Ele fez o homem provido de relativa santidade, uma vez que a absoluta santidade só possa ser encontrada no próprio Deus, afim de que o homem fosse o representante legítimo do Criador perante toda e a criação. Mas com a consumação do pecado de Adão, a humanidade passou a se encontrar em uma situação diferente daquela que lhe fora planejada pelo Senhor, situação esta que poderia ser restaurada apenas por um homem, que da mesma forma que Adão, sendo desprovido de pecado, pudesse assim permanecer, cumprindo dessa forma o plano estabelecido por Deus à humanidade, de o homem possuindo relativa santidade, pudesse ser o legitimo representante de Deus na Terra.
I. A declaração das Escrituras acerca da impecabilidade de Cristo
A bíblia nos fornece inúmeras passagens que comprovam a impecabilidade de Cristo. No livro de Atos, ao se referir a Jesus, os apóstolos o chamam de: Santo (At 2.27; 3.14; 13.35), o Justo (At 3.14; 4.30; 7.52). Para evitar qualquer má interpretação de seu ensino acerca da impecabilidade de Cristo, Paulo, em sua carta aos romanos, tem o cuidado de afirmar que Jesus foi enviado “em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8.3), em outras palavras, Paulo nos ensina que ao ser enviado à terra, Cristo se revestiu de humanidade, mas ao contrário dos demais homens, Ele manteve-se sem pecado (2 Co 5.21). O autor de Hebreus afirma que Jesus foi tentado durante sua vida terrena, mas ao mesmo tempo, ele insiste em dizer que Ele não pecou em nenhum momento da sua vida: Jesus foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). E exatamente por isso, Jesus tornou-se nosso sumo sacerdote “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26). O apóstolo Pedro, ao se referir a Cristo, ele declara diretamente que Cristo ao longo de sua vida “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (1 Pe 2.22), e por isso, ao morrer na cruz, ele se tornou o “cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pe 1.19), mas é na primeira carta de João que temos a declaração definitiva acerca da impecabilidade de Cristo durante sua encarnação, o apóstolo declara: ”Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado” (1 Jo 3.5).
II. A declaração de Cristo acerca de sua impecabilidade
Como se não bastasse o testemunho dos apóstolos acerca da impecabilidade de Cristo, o Evangelho de João nos fornece também declarações do próprio Jesus acerca da ausência de pecado em sua vida.
Em sua carta, o apóstolo João declara que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5), ao compararmos esse texto com o atributo divino de Santidade e relacioná-lo com o texto de Jo 8.12, em que Jesus, ao referir-se à sua própria pessoa afirmou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”, podemos perceber que Jesus, ao se referir a luz, Ele esta se referindo ao caráter divino, representando assim, tanto a fidedignidade quanto a pureza moral de Deus. Dessa forma, podemos notar nesse texto, que Jesus está afirmando ser a fonte de toda a pureza moral e de toda a santidade para a humanidade. Ao observarmos o fato de que tal alegação só poderia ser feita por alguém que fosse totalmente isento de pecado, podemos concluir que Jesus estava afirmando, ainda que indiretamente, estar livre da influência do pecado, podendo ser um perfeito padrão de conduta e santidade para a humanidade. Ao relatar sua conduta para com Deus, Jesus declara enfaticamente cumprir toda a vontade do Pai (Jo 6.38), além disso, Ele também declara fazer sempre o que agrada a Deus (Jo 8.29). Em relação a sua relação para com Deus, Jesus que pelo fato de cumprir os mandamentos do Pai, Ele permanece continuamente em comunhão Ele (Jo 8.29), mas ao compararmos este texto, com Jo 3.9 que diz: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado” (Jo 3.9), podemos notar, que através dessa declaração, o Senhor Jesus revela que sua vida não estava sujeita ao pecado. Tamanha era a santidade em sua vida, que ao questionar os escribas e aos fariseus acerca de sua moral: “Quem dentre vós me convence de pecado?” (Jo 8.46), seus inimigos não se atreveram a dar nenhuma resposta. O fato de Cristo ter mantido uma vida isenta de pecado, torna-se evidente com a sua declaração momentos antes de sua morte: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” ( Jo 15.10).
III. A comprovação da impecabilidade de Cristo
A fim de comprovar de forma absoluta a impecabilidade de Cristo, devemos analisar todos os textos que se referem às atitudes de Cristo frente as tentações, quer seja elas vindas de inimigos, amigos ou do próprio Diabo.
Como dissemos anteriormente, o autor de Hebreus declarou que Jesus “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). Para comprovar tal afirmação, os evangelhos nos fornecem diversas situações em que Jesus foi tentado a desviar-se da missão que lhe fora estabelecida por Deus, a de ser um messias sofredor. Temos por exemplo, a sugestão de Pedro de que Jesus poderia cumprir sua missão sem a cruz (Mt 16.21-23; Mc 8.31-33); sua entrada em Jerusalém, onde Ele foi confrontado com a possibilidade de se tornar o rei temporal de Israel (Mc 11.1-11) e a reação de alguns a seus milagres, como por exemplo, na ocasião da segunda multiplicação dos pães, que desejaram proclamá-lo rei à força (Jo 6.1-15).
No entanto, a primeira e mais severa tentação enfrentada por Jesus em todo o seu ministério, encontra-se registrada nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Tais evangelhos nos dizem, que logo após o seu batismo, Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, a fim que ele fosse tentado pelo diabo.
Mas qual seria o plano do diabo em tentar o Filho de Deus? Lendo atentamente os relatos contidos nos evangelhos, e meditando acerca da natureza da missão de Cristo tal qual dissemos anteriormente, podemos perceber que ao tentar Jesus no deserto, o diabo pretendia convencê-lo a escapar da dura trilha da obediência e do sofrimento que lhe fora designada a Ele pelo Pai, como o messias da humanidade.
Antes de prosseguir em sua missão de salvar a humanidade, Jesus deveria ser submetido a um teste semelhante ao que fora enfrentado por Adão no Éden, provando ser Ele, o único homem capaz de resgatar a humanidade do domínio do pecado. Em ambos os casos, o que se exigia não era uma obediência a um principio moral eterno arraigado no caráter de Deus, o que se exigia era simplesmente a obediência a uma instrução especifica de Deus. Adão e Eva receberam a ordem de não se alimentar da árvore do conhecimento do bem e do mal, a questão aqui era se eles obedeceriam ou não a uma simples ordem dada a eles por Deus. Já no caso de Jesus, sendo Ele conduzido pelo Espírito ao deserto, pareceu-lhe ser da vontade de Deus que nada comesse durante aqueles dias, e que simplesmente ficasse ali até que o Pai, pela direção do Espírito Santo, lhe dissesse que a tentação estava encerrada, e que ele podia partir.
Dito isto, podemos verificar um paralelo entre a tentação de Cristo com a tentação enfrentada por Adão e Eva no Jardim do Éden. Apesar de possuir certa semelhança, a tentação enfrentada por Jesus foi muito mais intensa e severa do que a tentação enfrentada por Adão. Enquanto que no Éden, Adão e Eva dispunham de total comunhão com Deus e com um para com o outro, tendo a sua disposição alimentos em abundância, no deserto, Jesus não tinha comunhão com outros seres humanos e nem comida com que se alimentar, a tal ponto que, decorridos 40 dias de jejum, ele estava a ponto de morrer fisicamente. Foi exatamente no ponto de maior fragilidade física enfrentada por Jesus, que o diabo lhe aparece a fim de provar a fidelidade de Cristo à vontade de Deus, fazendo-lhe três propostas que serviriam como teste para determinar o tipo de messias que Jesus seria.
i. A primeira tentação: o desejo físico (Mt 4.3-4; Lc 4.1-4)
A primeira tentação enfrentada por Jesus tem haver com uma das mais vitais necessidades do ser humano: a alimentação. Decorridos 40 dias de total abstinência alimentar (Lc 4.2), Jesus sentiu-se fragilizado pela fome, e tendo sentido desejo de comer, foi instigado pelo diabo a ceder ao seu desejo, transformando pedras em pães a fim de saciar sua fome (Mt 4.3; Lc 4.3). È exatamente nesse ponto que a tentação de Jesus se assemelha à tentação enfrentada por Adão: a privação alimentar. Enquanto que Adão fora instruído a se privar de um alimento especifico, Jesus fora instruído pelo Espírito a se privar de todo tipo de alimento, até que Deus lhe instruísse do contrário. Devemos salientar, que o ato de comer em si, não é pecado, desde que não contrarie a palavra de Deus. O pecado aqui, consiste em render-se ao desejo de tomar toda e qualquer atitude que contrarie a palavra de Deus, na tentativa de demonstrar a si mesmo, uma total independência do homem em relação a Deus, evidenciando assim o direito do ser humano, frente ao direito divino.
i. A primeira tentação: o desejo físico (Mt 4.3-4; Lc 4.1-4)
A primeira tentação enfrentada por Jesus tem haver com uma das mais vitais necessidades do ser humano: a alimentação. Decorridos 40 dias de total abstinência alimentar (Lc 4.2), Jesus sentiu-se fragilizado pela fome, e tendo sentido desejo de comer, foi instigado pelo diabo a ceder ao seu desejo, transformando pedras em pães a fim de saciar sua fome (Mt 4.3; Lc 4.3). È exatamente nesse ponto que a tentação de Jesus se assemelha à tentação enfrentada por Adão: a privação alimentar. Enquanto que Adão fora instruído a se privar de um alimento especifico, Jesus fora instruído pelo Espírito a se privar de todo tipo de alimento, até que Deus lhe instruísse do contrário. Devemos salientar, que o ato de comer em si, não é pecado, desde que não contrarie a palavra de Deus. O pecado aqui, consiste em render-se ao desejo de tomar toda e qualquer atitude que contrarie a palavra de Deus, na tentativa de demonstrar a si mesmo, uma total independência do homem em relação a Deus, evidenciando assim o direito do ser humano, frente ao direito divino.
Ao ser instigado pelo diabo a transformar pedras em pães, desobedecendo assim à ordem de Seu Pai, Jesus cita parte de um versículo do livro de Deuteronômio dizendo: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8.3). Ao citar esse texto, Jesus demonstra que a vida era mais do que a satisfação de nossas necessidades essências, como comer e beber (Mt 6.25), ao invés disso, para Ele, a vida consiste em obedecer a todos os mandamentos de Deus, conforme Ele nos revelou em Sua Palavra.
A luz desses fatos, podemos notar o objetivo da primeira tentação enfrentada por Cristo: comprovar o grau de confiança que Jesus tinha em Seu Pai para suprir todas as suas necessidades, inclusive as mais básicas, como alimentar-se. Aquele que ensinaria seus discípulos a confiar em Deus e a orar a Ele para obter o pão de cada dia (Mt 6.11), havia provado para si mesmo que também confiaria na provisão de Deus não só durante a sua tentação, como também ao longo de toda a sua vida.
ii. A segunda tentação: a vaidade (Mt 4.5-7; Lc 4.9-12)
Enquanto a primeira tentação enfrentada por Cristo foi baseada no desejo físico do homem, a segunda tentação enfrentada por Ele diz respeito à vaidade humana.
ii. A segunda tentação: a vaidade (Mt 4.5-7; Lc 4.9-12)
Enquanto a primeira tentação enfrentada por Cristo foi baseada no desejo físico do homem, a segunda tentação enfrentada por Ele diz respeito à vaidade humana.
Vencido em sua primeira tentativa de fazer Jesus desobedecer a vontade do Pai, o diabo leva Jesus ao pináculo do Templo, onde o desafia a provar a sua fé em Deus, pulando do pináculo do Templo. Para embasar a sua proposta, o diabo se utiliza do mesmo método usado por Jesus para vencer a sua primeira tentação, ele cita o Salmo 91.11-12 dizendo: “Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra” (Mt 4.6). Ao desafiar Jesus a demonstrar a sua fé, de que em momentos de perigo Deus o resgataria, Satanás usou da confiança em Deus demonstrada por Jesus de que o Pai lhe supriria todas as suas necessidades, para sugerir a Jesus de que se Ele quisesse realmente depender de Deus, Ele deveria pular do templo, demonstrando assim a sua fé nas promessas de Deus em relação ao cuidado providencial.
Reconhecendo a linha tênue entre confiar em Deus para providenciar as nossas necessidades e desafiar o Senhor a resgatá-lo em um perigo criado artificialmente, Jesus volta a repreender o Diabo, citando mais uma vez o livro de Deuteronômio, mas dessa vez, o Senhor utiliza um trecho de Dt 6.16, dizendo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt 4.7). Dessa forma, Jesus demonstra de maneira clara, que mesmo sendo Filho do Deus Eterno, Ele não desafiaria o Pai celestial, ao se colocar de forma premeditada em uma situação que atentaria contra a sua vida.
Com base nesses argumentos, podemos notar o objetivo dessa tentação: testar se realmente Jesus tinha fé, de que em momentos de adversidades, Ele seria resgatado por Deus. Ao rechaçar a proposta de Satanás de demonstrar a sua fé em Deus, Jesus simplesmente confirmou, de maneira indireta, que Ele realmente confiava em Seu Pai, a ponto de dizer no momento de sua prisão no Getsêmani:“Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?”(Mt 26.47-48).
iii. A terceira tentação: a soberba da vida (Mt 4.8-11; Lc 4.5-8
Como último esforço na tentativa de levar Jesus a abandonar o caminho que lhe fora escolhido por Deus, Satanás transporta o Senhor para um alto monte, lhe mostrando todos os reinos da terra, para então lhe fazer a seguinte proposta: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.9).
iii. A terceira tentação: a soberba da vida (Mt 4.8-11; Lc 4.5-8
Como último esforço na tentativa de levar Jesus a abandonar o caminho que lhe fora escolhido por Deus, Satanás transporta o Senhor para um alto monte, lhe mostrando todos os reinos da terra, para então lhe fazer a seguinte proposta: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.9).
Satanás, como “deus deste século” (2 Co 4.4), possui total poder e autoridade sobre esse mundo, poder este, nunca questionado pelos autores bíblicos. Ciente de tal autoridade, ele tenta fornecer a Jesus a possibilidade de conquistar o controle da humanidade e assim resolver os problemas do mundo, sem ter de passar pelo cálice de sofrimento que o Pai havia lhe reservado para beber (Mc 10.38), bastando para isso, que Jesus se ajoelhasse e adorasse lhe adorasse. Mediante tal oferta, e ciente de suas responsabilidades como Filho de Deus, Jesus faz a seguinte declaração: “Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.10).
Com essa resposta, Jesus venceu a terceira e última de suas tentações no deserto, recebendo aprovação divina para continuar a sua missão messiânica. Como resultado de sua obediência e fidelidade a Deus, anjos vieram e começaram a lhe servir, suprindo assim todas as suas necessidades (Mt 4.11).
Analisando tais argumentos, podemos perceber o objetivo da terceira tentação de Jesus no deserto: comprovar o nível de submissão que Jesus possuía à vontade do Pai, comprovar se Jesus estava realmente disposto a cumprir toda a vontade de Deus, mesmo sabendo que para fazê-lo, Ele teria de se submeter a todo tipo de humilhação e sofrimento que culminaria com a sua morte na cruz.
Ao recusar-se a se prostar diante da oferta de Satanás, Jesus simplesmente afirmou aquilo que seria uma constante em todo o seu ministério: mesmo tendo toda autoridade, Ele não estava aqui para fazer a sua vontade, mas sim, para submeter-se à vontade de Deus. (Jo 6.38)
Derrotado de suas investidas, Satanás se retirou da presença de Jesus por algum tempo (Lc 4.13). Voltando a tentá-lo em posteriormente em momentos cruciais do ministério de Cristo, sempre o confrontando com o tipo de messias que Ele seria.
Derrotado de suas investidas, Satanás se retirou da presença de Jesus por algum tempo (Lc 4.13). Voltando a tentá-lo em posteriormente em momentos cruciais do ministério de Cristo, sempre o confrontando com o tipo de messias que Ele seria.
IV. Os resultados das tentações de Cristo
Após termos visto as tentações enfrentadas por Jesus no deserto, resta-nos a seguinte pergunta: Quais foram os resultados que as tentações por Ele enfrentadas, proporcionam à humanidade?
A resposta a essa pergunta pode ser à luz do texto de Hebreus que diz: “Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hb 4.14-15).
Com base nesse texto, podemos perceber os resultados que as tentações de Cristo no deserto, proporcionaram à humanidade:
Com base nesse texto, podemos perceber os resultados que as tentações de Cristo no deserto, proporcionaram à humanidade:
- Sensibilidade: com as suas tentações no deserto, Jesus tornou-se sensível as pressões que todos os homens atravessam quando são tentados pelo diabo a pecar contra vontade de Deus.
- Exemplo: suas tentações serviram também para fornecer à humanidade um exemplo: de que é possível resistir as investidas do inimigo, bastando para isso nos apegarmos a palavra de Deus, confiando plenamente na providência e socorro divino.
- Entendimento: através das suas tentações, Jesus pode entender o que o homem passa ao ser tentado pelo diabo, podendo Ele assim se compadecer de nós.
- Graça e poder: as tentações enfrentadas por Cristo no deserto, nos possibilitaram receber graça e poder de que necessitamos a fim de resistirmos as investidas de Satanás. Ao contrário dos demais seres humanos, que nada podem fazer para nos ajudar a vencer as tentações por nós enfrentadas, Cristo, como Filho de Deus, pode nos conceder graça e poder em momentos de necessidade (Hb 4.16).
Continua....
Por missionário felipe dias
A humanidade de Cristo - 3º Parte
Razões para a encarnação de Cristo
Vimos anteriormente, os motivos para a concepção virginal do Salvador, assim como as evidências bíblicas para a alegação cristã de que Cristo era plenamente homem. Mas mediante esses fatos, fica-nos uma pergunta: por que o salvador da humanidade, deveria se encarnar em forma humana? Mediante essa indagação e analisando os diversos textos bíblicos que fundamentam a doutrina de Cristo, podemos destacar diversos motivos para que a encarnação de Cristo ocorresse.
Sendo assim, abordaremos agora o terceiro aspecto de suma importância para a Cristologia, trataremos sobre as razões que levaram um ser Divino, a tomar a forma de homem e habitasse entre nós (Fp 2.6-7). Analisando os inúmeros textos bíblicos acerca de Jesus, chegamos à conclusão que a encarnação de Cristo ocorreu por 9 nove motivos, os quais trataremos a seguir.
I. Para revelar Deus à humanidade
Ao longo dos séculos, Deus tem se revelado à humanidade de diversas maneiras, Ele tem se revelado através: da criação (Sl 19.1-6; Rm 1.18-32); através da ordem do universo (Sl 19.2; At 14.15-18); pela criação do homem (Sl 94.9) e pela idéia universal da existência do Divino.
No entanto, foi com a encarnação de Cristo, que a humanidade pode enfim conhecer, ainda que de maneira velada (Jo 1.18; 14.7-11) a essência da natureza do criador de coisas as coisas.
Jesus é o único meio disponível ao homem de conhecer a Deus e as suas grandezas, e a maneira pra conhecer a Cristo nos nossos dias é estudar o registro de sua vida nas escrituras. Podemos perceber a importância de conhecer a Cristo, através das palavras do próprio Senhor aos seus discípulos momentos antes de sua prisão no Getsêmani: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9)
II. Para dar um exemplo de vida
Em uma de suas três cartas universais, o apóstolo João nos diz: ”E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo 2.6).Assim, ao analisarmos as palavras do apóstolo que fora o mais amado pelo Senhor entre os doze, podemos perceber que além de revelar o caráter de Deus à humanidade, a encarnação de Cristo também serviu para que o homem tivesse um padrão de vida a ser seguido. O mesmo apóstolo nos informa: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser.
Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 Jo 3.2-3). Através desse texto, podemos notar que através da esperança de nos tornarmos semelhantes a Cristo, na ocasião do arrebatamento, podemos obter uma pureza cada vez maior à nossa vida.
Como homem, Jesus deu-nos um exemplo de conduta e moral que devemos ter se quisermos agradar ao Pai, e como Deus, Ele nos capacita a seguir o seu exemplo de vida, através da operação do Espírito Santo, como nos informa o apóstolo Paulo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2 Co 3.18)
Como discípulos de Cristo, devemos ter a consciência de que Deus nos escolheu para que, conforme seguíssemos a Cristo, nos moldássemos “conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29).Nossa conduta deve ser moldada na de Cristo, também nos momentos de sofrimento, como nos exorta o apóstolo Pedro: “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2.21).Ao longo de nossa vida, devemos correr a carreira colocada diante de nós “olhando firmemente para o Autor e consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2), tendo em mente que, no momento em que ficarmos desanimados em conseqüência da aposição dos pecadores, devemos considerar atentamente “ naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo”(Hb 12.3).No entanto, além de seguir o padrão de vida estabelecido por Cristo ao longo da nossa caminhada cristã, o apóstolo Paulo nos exorta a seguir o exemplo de Cristo, nos conformando “com ele na sua morte” (Fp 3.10).
III. Para prover um sacrifício efetivo pelo pecado
Em sua carta universal, o apóstolo Tiago nos ensina que a conseqüência pela prática do pecado é a morte espiritual do homem: “Mas cada um é tentado, quando atraído é seduzido pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15).No entanto, em sua carta aos Romanos,o apóstolo Paulo nos ensina, que toda a humanidade está debaixo do domínio do pecado: “Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado” (Rm 3.9-10).
Quando Deus chamou a Israel para ser seu povo, Ele lhes deu por intermédio de Moisés, uma série de leis e rituais, que serviriam para manter o povo firme nos propósitos de Deus. Entre esses rituais, havia aquele que serviria para purificar o povo de todos os seus pecados uma vez a cada ano, como podemos ver nos capítulos 5 a 7 do livro de Levítico. No entanto, conforme nos ensina o escritor de Hebreus, os sacrifícios realizados no Antigo Testamento eram apenas alegorias do sacrifício de Cristo (Hb 9.6-10), pelo fato de que o único modo de o ser humano expiar completamente os seus pecados, era se ele sofresse eternamente a penalidade que o pecado exigia. Visto que o ser humano seria incapaz de cumprir tal exigência, Deus providenciou um vigário, um substituto, capaz de satisfazer tal exigência, de uma forma completa e definitiva, como nos ensina o autor da carta aos Hebreus: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, {os} santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E, por isso, é Mediador de um novo testamento, {ou pacto} para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb 9.11-15).
Assim, a importância da encarnação de Cristo, consiste no fato de que através da perfeita humanidade de Jesus e da sua vida irrepreensível aos olhos de Deus e dos homens, o Senhor possibilitou à humanidade o meio através do qual todos poderiam ser salvos da condenação eterna, como o evangelho de João: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)
IV. Para ser o único mediador entre Deus e o homem
O objetivo central da encarnação de Cristo, é o desejo de Deus de restabelecer sua comunhão com o homem que fora perdida no Jardim do Éden. Mas para que isso fosse realizado, era necessário que houvesse um mediador entre Deus e os homens, capaz de levar a humanidade de volta à comunhão com o seu criador. Podemos notar este fato através das palavras do próprio Senhor Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6), palavras estas reforçadas pelo apóstolo Paulo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2.5-6).
Em última análise, a encarnação de Cristo foi necessária para que fosse estabelecido um sumo sacerdote perante Deus, que fosse capaz de entender as fraquezas humanas e ao mesmo tempo, capaz de permanecer perante o trono da graça , intercedendo pelos salvos afim de que adquirissem misericórdia e auxilio do Senhor, como podemos verificar no seguinte texto:“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiantemente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.14-16).
V. Para destruir as obras do diabo
Outra razão de suma importância para compreendermos a encarnação de Cristo, está na declaração do apóstolo João acerca da razão da encarnação de Cristo. Em sua primeira carta, o apóstolo no diz: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3.8).
Desde a queda do homem, o diabo, o diabo reinava de forma absoluta na terra, ainda que de forma ilegal, controlando as ações humanas devido ao controle do pecado sobre a natureza do homem que fora corrompida após a queda de Adão. Assim, para que o diabo fosse derrotado e suas obras fossem destruídas, era necessário que surgisse na terra um homem capaz de viver uma vida completa sem pecado, mas visto que todos os homens estavam sujeitos a uma natureza caída e dominada pelo pecado, o único capaz de realizar tal feito seria alguém divino, mas como Deus é espírito (Jo 4.24), e portanto sem corpo físico, era necessário que Ele viesse a terra em forma de homem, para que, ao viver uma vida santa e justa em um corpo humano, Ele fosse capaz de aniquilar as obras do diabo em seu próprio território, ou seja, o planeta terra.
VI. Para ser o padrão do nosso corpo redimido
Como dissemos anteriormente, o plano original de Deus em relação à humanidade era manter com ela uma relação de comunhão e intimidade, relação esta que foi interrompida com o pecado de Adão. No entanto, Deus nunca desistiu de manter comunhão com o ser humano, e para que seu objetivo fosse realizado, Ele nos enviou o seu Filho, em forma de carne, para que ao habitar no meio de nós, nos possibilitasse o restabelecimento de nossa comunhão com Deus.
Para que existe uma perfeita comunhão entre o homem e Deus, é necessário que ele seja membro efetivo do reino Eterno do Pai, ou seja, é necessário que o homem, ingresse de forma corporal na dimensão do Seu Reino Eterno. No entanto, as Escrituras nos ensinam de formam clara e direta que “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Co 15.50), desta forma, para que o homem possa ingressar de forma corporal no reino de Deus, e assim obter uma perfeita, completa e eterna comunhão com o seu Criador, lhe é necessário um novo corpo, um corpo que seja desprovido de qualquer limitação física, um corpo que seja eterno tal como Deus é Eterno, e que resplandeça a gloria eterna do Pai.
Paulo, em sua carta aos coríntios, também nos diz que “assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” (1 Co 15.49). Dito isto, e analisando os relatos acerca das aparições de Cristo após a sua ressurreição nos quatro evangelhos canônicos, vemos que apesar de possuir um corpo totalmente material, a ponto de poder ser tocado (Lc 24.39-40), e de receber alimento (Lc 24.41-43), Cristo adquiriu um corpo que não estava restrito as limitações físicas, podendo atravessar paredes (Lc 24. 36) e flutuar no ar (Lc 24.50-52; At 1.9). No entanto, pelo fato de ainda não ter retornado ao seu Reino, o corpo de Jesus ainda não tinha sido glorificado, e era portanto semelhante ao seu corpo terreno, mas através do relato de João no livro de Apocalipse, podemos ter idéia da glória e da majestade que o nosso corpo celestial irá possuir: “ Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas” (Ap 1.12-15).
Ao se referir acerca do arrebatamento à Igreja de Corinto, o apóstolo Paulo nos informa que no momento em que formos arrebatados por Cristo, para ingressar eternamente no Seu Reino, nosso corpo será transformado, revestindo-se de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.51-55).
Assim, podemos afirmar convictamente, que um dos motivos para a encarnação de Cristo é para que seu corpo ressurreto, fosse um padrão para o nosso futuro corpo celestial, pois como diz o apóstolo Paulo: “Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co 15.20).
VII. Para ser um juiz qualificado
A bíblia nos informa de maneira direta e objetiva que terminado o reino milenar de Cristo (Ap 20.1-6), que se dará após a grande tribulação (Ap 19.11-21), haverá uma série de julgamentos na terra, a fim de condenar todos os homens de todas as épocas que não forem encontrados no livro da vida (Ap 20.15). No entanto, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, o juiz responsável por tal julgamento, não será o Deus Pai, mas o Deus Filho, Jesus Cristo.
Esse fato torna-se evidente no evangelho de João, onde o Senhor em um de seus diversos discursos aos judeus, Ele diz:“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem” (Jo 5.22-27).
Dito isto, verificamos um outro motivo para a encarnação do Senhor, pois através de sua completa humanidade. Por ser Deus, Cristo é o único capaz de julgar à humanidade com total justiça e retidão, mas pelo fato de também possuir uma natureza humana, Cristo pode colocar de lado toda e qualquer desculpa que possam ser oferecidas pelo homem na ocasião do julgamento final.
VIII. Para cumprir a aliança com Davi
Vemos no segundo livro de Samuel, uma promessa que Deus faz a Davi, logo após ele ter trazido a arca da aliança à Jerusalém, e de ter sido impedido pelo Senhor de construir o Templo, nos diz o texto: “Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.12-16). Essa promessa feita por Deus a Davi, diz respeito ao seu futuro descendente, Jesus de Nazaré (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38), que de acordo com as palavras do anjo Gabriel no momento em que anunciava o nascimento de Cristo à Maria: ”Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” ( Lc 1.31-33).
Dito isto, podemos perceber outro motivo para que a encarnação de Cristo ocorresse. Conforme a promessa de Deus feita a Davi, o futuro sucessor de seu trono deveria ser tanto Deus como homem. O ocupante do trono de Davi deveria ser homem, pois somente um homem poderia governar de forma pessoal e presencial a nação de Israel. No entanto, para que esse governo durasse para sempre, seu governante deveria ser imortal, e visto que somente Deus é eterno (Sl 90.2), era necessário que um de seus descendentes fosse tanto Deus, quanto homem para que a promessa feita a Davi fosse perfeitamente cumprida.
Assim, a encarnação de Cristo também foi o caminho determinado por Deus de cumprir sua aliança feita séculos antes com o seu servo Davi.
IX. Para cumprir o propósito original do homem de dominar a criação
Em seu plano original, Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para que ele subjugasse toda criação, sendo assim seu representante legal na terra. No entanto, devido ao pecado de Adão, a humanidade teve sua natureza corrompida pelo pecado, tornando-se assim incapaz de cumprir o papel que lhe fora delegado por Deus.
No entanto, a fim de cumprir seu desígnio para com a humanidade, Deus enviou o seu Filho Unigênito para que, ao encanar-se na forma humana, fosse de viver sem pecado e como recompensa receber “Toda a autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18), colocando-lhe assim “todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” (Ef 1.22).
Em apocalipse, o Senhor Jesus faz o seguinte aviso à Igreja:“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono” (Ap 3.21),e o apóstolo Paulo nos diz: “não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?” (1 Co 6.2-3).Assim, podemos verificar que a encarnação de Cristo serviu para que através dele, todos os remidos pudessem cumprir o papel que Deus determinou à humanidade: governar a terra.
Vimos anteriormente, os motivos para a concepção virginal do Salvador, assim como as evidências bíblicas para a alegação cristã de que Cristo era plenamente homem. Mas mediante esses fatos, fica-nos uma pergunta: por que o salvador da humanidade, deveria se encarnar em forma humana? Mediante essa indagação e analisando os diversos textos bíblicos que fundamentam a doutrina de Cristo, podemos destacar diversos motivos para que a encarnação de Cristo ocorresse.
Sendo assim, abordaremos agora o terceiro aspecto de suma importância para a Cristologia, trataremos sobre as razões que levaram um ser Divino, a tomar a forma de homem e habitasse entre nós (Fp 2.6-7). Analisando os inúmeros textos bíblicos acerca de Jesus, chegamos à conclusão que a encarnação de Cristo ocorreu por 9 nove motivos, os quais trataremos a seguir.
I. Para revelar Deus à humanidade
Ao longo dos séculos, Deus tem se revelado à humanidade de diversas maneiras, Ele tem se revelado através: da criação (Sl 19.1-6; Rm 1.18-32); através da ordem do universo (Sl 19.2; At 14.15-18); pela criação do homem (Sl 94.9) e pela idéia universal da existência do Divino.
No entanto, foi com a encarnação de Cristo, que a humanidade pode enfim conhecer, ainda que de maneira velada (Jo 1.18; 14.7-11) a essência da natureza do criador de coisas as coisas.
Jesus é o único meio disponível ao homem de conhecer a Deus e as suas grandezas, e a maneira pra conhecer a Cristo nos nossos dias é estudar o registro de sua vida nas escrituras. Podemos perceber a importância de conhecer a Cristo, através das palavras do próprio Senhor aos seus discípulos momentos antes de sua prisão no Getsêmani: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9)
II. Para dar um exemplo de vida
Em uma de suas três cartas universais, o apóstolo João nos diz: ”E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo 2.6).Assim, ao analisarmos as palavras do apóstolo que fora o mais amado pelo Senhor entre os doze, podemos perceber que além de revelar o caráter de Deus à humanidade, a encarnação de Cristo também serviu para que o homem tivesse um padrão de vida a ser seguido. O mesmo apóstolo nos informa: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser.
Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 Jo 3.2-3). Através desse texto, podemos notar que através da esperança de nos tornarmos semelhantes a Cristo, na ocasião do arrebatamento, podemos obter uma pureza cada vez maior à nossa vida.
Como homem, Jesus deu-nos um exemplo de conduta e moral que devemos ter se quisermos agradar ao Pai, e como Deus, Ele nos capacita a seguir o seu exemplo de vida, através da operação do Espírito Santo, como nos informa o apóstolo Paulo: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2 Co 3.18)
Como discípulos de Cristo, devemos ter a consciência de que Deus nos escolheu para que, conforme seguíssemos a Cristo, nos moldássemos “conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29).Nossa conduta deve ser moldada na de Cristo, também nos momentos de sofrimento, como nos exorta o apóstolo Pedro: “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1 Pe 2.21).Ao longo de nossa vida, devemos correr a carreira colocada diante de nós “olhando firmemente para o Autor e consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2), tendo em mente que, no momento em que ficarmos desanimados em conseqüência da aposição dos pecadores, devemos considerar atentamente “ naquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo”(Hb 12.3).No entanto, além de seguir o padrão de vida estabelecido por Cristo ao longo da nossa caminhada cristã, o apóstolo Paulo nos exorta a seguir o exemplo de Cristo, nos conformando “com ele na sua morte” (Fp 3.10).
III. Para prover um sacrifício efetivo pelo pecado
Em sua carta universal, o apóstolo Tiago nos ensina que a conseqüência pela prática do pecado é a morte espiritual do homem: “Mas cada um é tentado, quando atraído é seduzido pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15).No entanto, em sua carta aos Romanos,o apóstolo Paulo nos ensina, que toda a humanidade está debaixo do domínio do pecado: “Pois quê? Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma! Pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado” (Rm 3.9-10).
Quando Deus chamou a Israel para ser seu povo, Ele lhes deu por intermédio de Moisés, uma série de leis e rituais, que serviriam para manter o povo firme nos propósitos de Deus. Entre esses rituais, havia aquele que serviria para purificar o povo de todos os seus pecados uma vez a cada ano, como podemos ver nos capítulos 5 a 7 do livro de Levítico. No entanto, conforme nos ensina o escritor de Hebreus, os sacrifícios realizados no Antigo Testamento eram apenas alegorias do sacrifício de Cristo (Hb 9.6-10), pelo fato de que o único modo de o ser humano expiar completamente os seus pecados, era se ele sofresse eternamente a penalidade que o pecado exigia. Visto que o ser humano seria incapaz de cumprir tal exigência, Deus providenciou um vigário, um substituto, capaz de satisfazer tal exigência, de uma forma completa e definitiva, como nos ensina o autor da carta aos Hebreus: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção. Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, {os} santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? E, por isso, é Mediador de um novo testamento, {ou pacto} para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb 9.11-15).
Assim, a importância da encarnação de Cristo, consiste no fato de que através da perfeita humanidade de Jesus e da sua vida irrepreensível aos olhos de Deus e dos homens, o Senhor possibilitou à humanidade o meio através do qual todos poderiam ser salvos da condenação eterna, como o evangelho de João: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16)
IV. Para ser o único mediador entre Deus e o homem
O objetivo central da encarnação de Cristo, é o desejo de Deus de restabelecer sua comunhão com o homem que fora perdida no Jardim do Éden. Mas para que isso fosse realizado, era necessário que houvesse um mediador entre Deus e os homens, capaz de levar a humanidade de volta à comunhão com o seu criador. Podemos notar este fato através das palavras do próprio Senhor Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6), palavras estas reforçadas pelo apóstolo Paulo: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2.5-6).
Em última análise, a encarnação de Cristo foi necessária para que fosse estabelecido um sumo sacerdote perante Deus, que fosse capaz de entender as fraquezas humanas e ao mesmo tempo, capaz de permanecer perante o trono da graça , intercedendo pelos salvos afim de que adquirissem misericórdia e auxilio do Senhor, como podemos verificar no seguinte texto:“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiantemente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.14-16).
V. Para destruir as obras do diabo
Outra razão de suma importância para compreendermos a encarnação de Cristo, está na declaração do apóstolo João acerca da razão da encarnação de Cristo. Em sua primeira carta, o apóstolo no diz: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3.8).
Desde a queda do homem, o diabo, o diabo reinava de forma absoluta na terra, ainda que de forma ilegal, controlando as ações humanas devido ao controle do pecado sobre a natureza do homem que fora corrompida após a queda de Adão. Assim, para que o diabo fosse derrotado e suas obras fossem destruídas, era necessário que surgisse na terra um homem capaz de viver uma vida completa sem pecado, mas visto que todos os homens estavam sujeitos a uma natureza caída e dominada pelo pecado, o único capaz de realizar tal feito seria alguém divino, mas como Deus é espírito (Jo 4.24), e portanto sem corpo físico, era necessário que Ele viesse a terra em forma de homem, para que, ao viver uma vida santa e justa em um corpo humano, Ele fosse capaz de aniquilar as obras do diabo em seu próprio território, ou seja, o planeta terra.
VI. Para ser o padrão do nosso corpo redimido
Como dissemos anteriormente, o plano original de Deus em relação à humanidade era manter com ela uma relação de comunhão e intimidade, relação esta que foi interrompida com o pecado de Adão. No entanto, Deus nunca desistiu de manter comunhão com o ser humano, e para que seu objetivo fosse realizado, Ele nos enviou o seu Filho, em forma de carne, para que ao habitar no meio de nós, nos possibilitasse o restabelecimento de nossa comunhão com Deus.
Para que existe uma perfeita comunhão entre o homem e Deus, é necessário que ele seja membro efetivo do reino Eterno do Pai, ou seja, é necessário que o homem, ingresse de forma corporal na dimensão do Seu Reino Eterno. No entanto, as Escrituras nos ensinam de formam clara e direta que “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção” (1 Co 15.50), desta forma, para que o homem possa ingressar de forma corporal no reino de Deus, e assim obter uma perfeita, completa e eterna comunhão com o seu Criador, lhe é necessário um novo corpo, um corpo que seja desprovido de qualquer limitação física, um corpo que seja eterno tal como Deus é Eterno, e que resplandeça a gloria eterna do Pai.
Paulo, em sua carta aos coríntios, também nos diz que “assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” (1 Co 15.49). Dito isto, e analisando os relatos acerca das aparições de Cristo após a sua ressurreição nos quatro evangelhos canônicos, vemos que apesar de possuir um corpo totalmente material, a ponto de poder ser tocado (Lc 24.39-40), e de receber alimento (Lc 24.41-43), Cristo adquiriu um corpo que não estava restrito as limitações físicas, podendo atravessar paredes (Lc 24. 36) e flutuar no ar (Lc 24.50-52; At 1.9). No entanto, pelo fato de ainda não ter retornado ao seu Reino, o corpo de Jesus ainda não tinha sido glorificado, e era portanto semelhante ao seu corpo terreno, mas através do relato de João no livro de Apocalipse, podemos ter idéia da glória e da majestade que o nosso corpo celestial irá possuir: “ Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas” (Ap 1.12-15).
Ao se referir acerca do arrebatamento à Igreja de Corinto, o apóstolo Paulo nos informa que no momento em que formos arrebatados por Cristo, para ingressar eternamente no Seu Reino, nosso corpo será transformado, revestindo-se de incorruptibilidade e de imortalidade (1 Co 15.51-55).
Assim, podemos afirmar convictamente, que um dos motivos para a encarnação de Cristo é para que seu corpo ressurreto, fosse um padrão para o nosso futuro corpo celestial, pois como diz o apóstolo Paulo: “Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem” (1Co 15.20).
VII. Para ser um juiz qualificado
A bíblia nos informa de maneira direta e objetiva que terminado o reino milenar de Cristo (Ap 20.1-6), que se dará após a grande tribulação (Ap 19.11-21), haverá uma série de julgamentos na terra, a fim de condenar todos os homens de todas as épocas que não forem encontrados no livro da vida (Ap 20.15). No entanto, ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, o juiz responsável por tal julgamento, não será o Deus Pai, mas o Deus Filho, Jesus Cristo.
Esse fato torna-se evidente no evangelho de João, onde o Senhor em um de seus diversos discursos aos judeus, Ele diz:“E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem” (Jo 5.22-27).
Dito isto, verificamos um outro motivo para a encarnação do Senhor, pois através de sua completa humanidade. Por ser Deus, Cristo é o único capaz de julgar à humanidade com total justiça e retidão, mas pelo fato de também possuir uma natureza humana, Cristo pode colocar de lado toda e qualquer desculpa que possam ser oferecidas pelo homem na ocasião do julgamento final.
VIII. Para cumprir a aliança com Davi
Vemos no segundo livro de Samuel, uma promessa que Deus faz a Davi, logo após ele ter trazido a arca da aliança à Jerusalém, e de ter sido impedido pelo Senhor de construir o Templo, nos diz o texto: “Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.12-16). Essa promessa feita por Deus a Davi, diz respeito ao seu futuro descendente, Jesus de Nazaré (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38), que de acordo com as palavras do anjo Gabriel no momento em que anunciava o nascimento de Cristo à Maria: ”Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” ( Lc 1.31-33).
Dito isto, podemos perceber outro motivo para que a encarnação de Cristo ocorresse. Conforme a promessa de Deus feita a Davi, o futuro sucessor de seu trono deveria ser tanto Deus como homem. O ocupante do trono de Davi deveria ser homem, pois somente um homem poderia governar de forma pessoal e presencial a nação de Israel. No entanto, para que esse governo durasse para sempre, seu governante deveria ser imortal, e visto que somente Deus é eterno (Sl 90.2), era necessário que um de seus descendentes fosse tanto Deus, quanto homem para que a promessa feita a Davi fosse perfeitamente cumprida.
Assim, a encarnação de Cristo também foi o caminho determinado por Deus de cumprir sua aliança feita séculos antes com o seu servo Davi.
IX. Para cumprir o propósito original do homem de dominar a criação
Em seu plano original, Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para que ele subjugasse toda criação, sendo assim seu representante legal na terra. No entanto, devido ao pecado de Adão, a humanidade teve sua natureza corrompida pelo pecado, tornando-se assim incapaz de cumprir o papel que lhe fora delegado por Deus.
No entanto, a fim de cumprir seu desígnio para com a humanidade, Deus enviou o seu Filho Unigênito para que, ao encanar-se na forma humana, fosse de viver sem pecado e como recompensa receber “Toda a autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18), colocando-lhe assim “todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” (Ef 1.22).
Em apocalipse, o Senhor Jesus faz o seguinte aviso à Igreja:“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono” (Ap 3.21),e o apóstolo Paulo nos diz: “não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deverá ser julgado por vós, sois, acaso, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos?” (1 Co 6.2-3).Assim, podemos verificar que a encarnação de Cristo serviu para que através dele, todos os remidos pudessem cumprir o papel que Deus determinou à humanidade: governar a terra.
A humanidade de Cristo - 2º Parte
Após termos abordado a concepção virginal de Cristo, bem como as razões para a sua encarnação, convido você meu amado, a meditar sobre o segundo aspecto a ser analisado em relação à Cristologia: a plena e absoluta humanidade de Cristo.
A Bíblia nos fornece inúmeras passagens que defendem a plena e absoluta humanidade de Jesus salientando as conseqüências de Ele possuir um corpo plenamente humano até os dias de hoje.
I. Jesus possuía um corpo perfeitamente humano
A doutrina da plena humanidade de Cristo é embasada em inúmeras passagens bíblicas, tais passagens nos informam acerca dos detalhes de seu nascimento, crescimento e limitações físicas proporcionadas pela sua completa humanidade.
A respeito de seu nascimento, as Escrituras afirmam que Jesus teve um nascimento igual ao de qualquer criança: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2.1-7); as Escrituras também nos informam que o seu crescimento ocorreu de forma totalmente igual a das demais crianças: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” ( Lc 2.40); também afirmam que o crescimento físico e espiritual de Jesus ocorreu de forma gradativa perante de Deus e dos homens: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2.52).
Já a respeito de suas limitações físicas decorrentes de seu corpo plenamente humano, as Escrituras afirmam que Jesus estava sujeito ao cansaço físico como qualquer ser humano: “Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.” ( Jo 4.6), as Escrituras também afirmam, que à semelhança de qualquer homem, Jesus estava sujeito à fome:”E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.”(Mt 4.2) , bem como estava também sujeito à sede:“Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (Jo 4.6), também vemos que Jesus estava sujeito ao esgotamento físico, a tal ponto que durante seu processo de crucificação, os soldados obrigaram Simão cirineu a carregar a cruz de Cristo: “E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.”(Lc 23.26); mas o indicativo mais importante da plena humanidade de Cristo, é que seu corpo também estava sujeito à morte física: “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” ( Lc 23.46)
II. Jesus possuía uma mente humana
Outro fato que torna evidente a plena humanidade de Cristo, e a declaração de Lucas acerca de sua mente:”E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.”(Lc 2.52), tal declara registrada no evangelho de Lucas, indica que Jesus, como qualquer outra criança, passou por um processo de aprendizagem, onde foi-lhe ensinado a comer,a falar,a ler e a escrever, e a ser obediente aos seus pais, sendo assim aperfeiçoado a cada dia em sua humanidade, como podemos ver em Hebreus: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.7-9).Outro ponto fundamental para embasar a afirmativa de que Jesus possuía um mente humana, é sua afirmativa relativa ao dia de seu retorno à Terra durante seu sermão escatológico: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” (Mc 13.32)
III. Jesus possuía alma e emoções humanas
O terceiro fato que evidencia a plena humanidade de Cristo,está no testemunho bíblico de que Jesus, além de possuir corpo e mente humanos, Ele possuía alma e emoções puramente humanas. As escrituras registram que Jesus possuía alma humana principalmente nos últimos dias anteriores à sua morte. Logo após ter ressuscitado a Lázaro, o Senhor faz sua ultima aparição pública no templo, onde durante seu sermão acerca de sua morte, Jesus faz a seguinte declaração: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.”( Jo 12.27), outra passagem importante para fundamentar a alegação de que Jesus possuía uma alma humana, está na ocasião da última páscoa, em que após ter dado suas últimas palavras aos discípulos, o Senhor afirmou:“Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.” (Jo 13.21), mas a passagem mais significativa para fundamentarmos a alegação de que Jesus possuía uma alma plenamente humana, está em sua declaração aos discípulos no Jardim do Getsemâni antes de sua oração ao Pai, onde o Senhor faz a seguinte confissão a Pedro,a Tiago e a João: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” (Mt 26.38)
Em relação a declaração de que Jesus possuía sentimentos plenamente humanos, está nas narrativas bíblicas de que Jesus experimentou sentimentos tais como: admiração (Mt 8.10), tristeza (Jo 11.35) e ansiedade ( Jo 11.35)
IV. Jesus era considerado apenas humano pelas pessoas que o cercavam
O quarto fato que evidencia a plena humanidade de Cristo, é talvez a maior evidência acerca de sua plena humanidade que as Escrituras nos fornecem, ou seja: Jesus era considerado um simples humano por todas as pessoas que o cercavam.
Essa evidência é encontrada em um dos Evangelhos, que relata um incidente ocorrido no meio do ministério de Jesus na Galiléia, onde apesar de Jesus ter curado toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo, de modo que numerosas multidões começaram a segui-lo, quando o Senhor se dirigiu a sua própria cidade, Nazaré, onde todos os moradores o conheciam, para ensinar-lhes acerca do Reino de Deus na sinagoga local. No entanto, apesar de sua enorme fama ter chegado àquela cidade, o Senhor não foi aceito pelos seus conterrâneos, como registra a passagem a seguir:
“Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13.53-58)
Ao analisarmos este texto, podemos verificar o quão importante ela é para fundamentarmos a plena e absoluta humanidade de Cristo.Quando o Senhor se dirigiu à Nazaré para pregar as boas novas e continuar operando sinais e maravilhas e para anunciar a chegada do Reino de Deus, as pessoas que conviveram com o Senhor durante 30 anos, vendo-o crescer e trabalhar como carpinteiro assim como fora seu pai José, não viam naquele jovem carpinteiro de trinta anos como sendo o próprio Deus encarnado.Para eles, Jesus era nada mais do que um homem comum, um bom homem, justo, sincero e confiável, mas nada mais do que um simples homem.
A plena humanidade do Senhor, também é evidenciada na descrença dos seus irmãos em relação à pessoa de Jesus, seu irmão mais velho. Conforme nos informa Jo 7.5, vemos que para eles, que cresceram na mesma casa em que Jesus fora criado, não viam o seu irmão mais velho, como sendo o Deus Eterno, que havia se encarnado.
A Bíblia nos fornece inúmeras passagens que defendem a plena e absoluta humanidade de Jesus salientando as conseqüências de Ele possuir um corpo plenamente humano até os dias de hoje.
I. Jesus possuía um corpo perfeitamente humano
A doutrina da plena humanidade de Cristo é embasada em inúmeras passagens bíblicas, tais passagens nos informam acerca dos detalhes de seu nascimento, crescimento e limitações físicas proporcionadas pela sua completa humanidade.
A respeito de seu nascimento, as Escrituras afirmam que Jesus teve um nascimento igual ao de qualquer criança: “Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2.1-7); as Escrituras também nos informam que o seu crescimento ocorreu de forma totalmente igual a das demais crianças: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” ( Lc 2.40); também afirmam que o crescimento físico e espiritual de Jesus ocorreu de forma gradativa perante de Deus e dos homens: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (Lc 2.52).
Já a respeito de suas limitações físicas decorrentes de seu corpo plenamente humano, as Escrituras afirmam que Jesus estava sujeito ao cansaço físico como qualquer ser humano: “Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara-se Jesus junto à fonte, por volta da hora sexta.” ( Jo 4.6), as Escrituras também afirmam, que à semelhança de qualquer homem, Jesus estava sujeito à fome:”E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.”(Mt 4.2) , bem como estava também sujeito à sede:“Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.” (Jo 4.6), também vemos que Jesus estava sujeito ao esgotamento físico, a tal ponto que durante seu processo de crucificação, os soldados obrigaram Simão cirineu a carregar a cruz de Cristo: “E, como o conduzissem, constrangendo um cireneu, chamado Simão, que vinha do campo, puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que a levasse após Jesus.”(Lc 23.26); mas o indicativo mais importante da plena humanidade de Cristo, é que seu corpo também estava sujeito à morte física: “Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou.” ( Lc 23.46)
II. Jesus possuía uma mente humana
Outro fato que torna evidente a plena humanidade de Cristo, e a declaração de Lucas acerca de sua mente:”E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.”(Lc 2.52), tal declara registrada no evangelho de Lucas, indica que Jesus, como qualquer outra criança, passou por um processo de aprendizagem, onde foi-lhe ensinado a comer,a falar,a ler e a escrever, e a ser obediente aos seus pais, sendo assim aperfeiçoado a cada dia em sua humanidade, como podemos ver em Hebreus: “Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.7-9).Outro ponto fundamental para embasar a afirmativa de que Jesus possuía um mente humana, é sua afirmativa relativa ao dia de seu retorno à Terra durante seu sermão escatológico: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” (Mc 13.32)
III. Jesus possuía alma e emoções humanas
O terceiro fato que evidencia a plena humanidade de Cristo,está no testemunho bíblico de que Jesus, além de possuir corpo e mente humanos, Ele possuía alma e emoções puramente humanas. As escrituras registram que Jesus possuía alma humana principalmente nos últimos dias anteriores à sua morte. Logo após ter ressuscitado a Lázaro, o Senhor faz sua ultima aparição pública no templo, onde durante seu sermão acerca de sua morte, Jesus faz a seguinte declaração: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora.”( Jo 12.27), outra passagem importante para fundamentar a alegação de que Jesus possuía uma alma humana, está na ocasião da última páscoa, em que após ter dado suas últimas palavras aos discípulos, o Senhor afirmou:“Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.” (Jo 13.21), mas a passagem mais significativa para fundamentarmos a alegação de que Jesus possuía uma alma plenamente humana, está em sua declaração aos discípulos no Jardim do Getsemâni antes de sua oração ao Pai, onde o Senhor faz a seguinte confissão a Pedro,a Tiago e a João: “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.” (Mt 26.38)
Em relação a declaração de que Jesus possuía sentimentos plenamente humanos, está nas narrativas bíblicas de que Jesus experimentou sentimentos tais como: admiração (Mt 8.10), tristeza (Jo 11.35) e ansiedade ( Jo 11.35)
IV. Jesus era considerado apenas humano pelas pessoas que o cercavam
O quarto fato que evidencia a plena humanidade de Cristo, é talvez a maior evidência acerca de sua plena humanidade que as Escrituras nos fornecem, ou seja: Jesus era considerado um simples humano por todas as pessoas que o cercavam.
Essa evidência é encontrada em um dos Evangelhos, que relata um incidente ocorrido no meio do ministério de Jesus na Galiléia, onde apesar de Jesus ter curado toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo, de modo que numerosas multidões começaram a segui-lo, quando o Senhor se dirigiu a sua própria cidade, Nazaré, onde todos os moradores o conheciam, para ensinar-lhes acerca do Reino de Deus na sinagoga local. No entanto, apesar de sua enorme fama ter chegado àquela cidade, o Senhor não foi aceito pelos seus conterrâneos, como registra a passagem a seguir:
“Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto? E escandalizavam-se nele. Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mt 13.53-58)
Ao analisarmos este texto, podemos verificar o quão importante ela é para fundamentarmos a plena e absoluta humanidade de Cristo.Quando o Senhor se dirigiu à Nazaré para pregar as boas novas e continuar operando sinais e maravilhas e para anunciar a chegada do Reino de Deus, as pessoas que conviveram com o Senhor durante 30 anos, vendo-o crescer e trabalhar como carpinteiro assim como fora seu pai José, não viam naquele jovem carpinteiro de trinta anos como sendo o próprio Deus encarnado.Para eles, Jesus era nada mais do que um homem comum, um bom homem, justo, sincero e confiável, mas nada mais do que um simples homem.
A plena humanidade do Senhor, também é evidenciada na descrença dos seus irmãos em relação à pessoa de Jesus, seu irmão mais velho. Conforme nos informa Jo 7.5, vemos que para eles, que cresceram na mesma casa em que Jesus fora criado, não viam o seu irmão mais velho, como sendo o Deus Eterno, que havia se encarnado.
Continua.....
Por miss. Felipe
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